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52- A LIÇAO FINAL-RANDY PAUSCH
Imagem Meramente Ilustrativas
NARRAÇÃO HUMANA
Há muitas coisas que quero dizer a meus filhos, mas, neste momento, eles são crianças demais para entender. Dylan acabou de completar 6 anos, Logan tem 3 e Chloe, 1 ano e meio. Quero que as crianças me conheçam, conheçam minhas convicções e todas as formas pelas quais as amei. Por causa de suas idades, esquecerão boa parte.
Gostaria que elas pudessem entender que tento desesperadamente não deixá-las.
Jai e eu ainda não lhes contamos que estou morrendo. Fomos aconselhados a esperar até eu ter mais sintomas. Neste exato momento, embora tenham me dado apenas alguns meses de vida, ainda pareço bastante saudável. E, portanto, meus filhos continuam sem saber que em todos os nossos encontros estou me despedindo.
É doloroso pensar que não terão um pai quando ficarem mais velhos. Quando choro no chuveiro, em geral não estou pensando “não os verei fazendo isso”, ou “não os verei fazendo aquilo”. Penso no fato de eles não terem pai. Concentro-me mais no que eles perderão do que no que eu perderei. Sim, parte de minha tristeza é “eu não isso, eu não aquilo…”. Porém, uma parte maior se aflige por eles. Fico pensando: “eles não isso… eles não aquilo…”. É o que fica ruminando dentro de meu peito, quando permito.
Sei que eles se lembrarão de mim talvez de uma maneira um tanto confusa. Por isso eu tento fazer com eles atividades que considerarão inesquecíveis. Quero que suas recordações sejam as mais nítidas possíveis. Dylan e eu tiramos uns dias de férias para nadar com os golfinhos. Uma criança não esquece facilmente que nadou com golfinhos. Tiramos muitas fotos.
Vou levar Logan à Disney, lugar que com certeza ele vai amar tanto quanto eu. Gostará de conhecer o Mickey Mouse. Eu já o conheço e, portanto, posso fazer as apresentações. Jai e eu também vamos levar Dylan, pois Logan parece não considerar suas experiências completas sem a participação do irmão mais velho.
